Archive for junho, 2010

Bom Dia Pernambuco

segunda-feira, junho 21st, 2010

19º Congresso Brasileiro de Arquitetos

Congresso de arquitetos busca soluções para preservação do meio ambiente

segunda-feira, junho 21st, 2010

Cerca de 3 mil profissionais estão participando do evento, que acontece no Centro de Convenções

Da Redação do pe360graus.com

Congresso reúne, no Centro de Convenções, em Olinda, arquitetos de todo o País. A preservação do patrimônio histórico e do meio ambiente são alguns dos temas que estão sendo discutida no encontro.

“Todos os 3 mil arquitetos que estão no Recife se interessam em discutir a nova cidade, o Brasil do futuro, para que nossas cidades sejam mais sustentáveis. O projeto arquitetônico pode, de fato, ser mais econômico”, falou a presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil em Pernambuco, Vitória Andrade.

“O patrimônio, hoje, é visto como oportunidade de negócio. Esse bem é único. As pessoas estão começando a descobrir que pode ser viável a recuperação do patrimônio”, concluiu Vitória.

No evento, também está sendo apresentado um projeto arquitetônico todo feito de plástico. “Fiz uma maquete de um sistema construtivo, com dois novos paradigmas: é o primeiro em plástico, e o primeiro em construção que pode ser totalmente transparente. Ele também permite a utilização de plástico reciclável. Ele é montado todo por justaposição”, falou o professor Reginaldo Marinho.

De acordo com Reginaldo, este é um projeto viável. “Sendo um produto que pode utilizar o plástico reciclável, já tem um ganho econômico enorme. Embora a descoberta já tenha acontecido há mais de 10 anos, não foi implantado em lugar nenhum”, afirmou.

Fonte: Rede Globo Nordeste

Diário de Pernambuco

segunda-feira, junho 21st, 2010

Um destino nobre ao PET

Material considerado vilão do meio ambiente ganha outras aplicações na construção civil
Ana Cláudia Dolores
anadolores.pe@dabr.com.br
Que destino você daria a uma daquelas garrafas descartáveis de refrigerante? O mínimo que um cidadão consciente faria era jogar o material num recipiente próprio para reciclagem. O inventor paraibano Reginaldo Marinho aliou conhecimentos em engenharia, resistência dos materiais e geometria descritiva à responsabilidade com o meio ambiente para dar um fim inusitado ao produto. Ele criou o módulo estrutural Construcell, um prisma triangular transparente que permite o uso do PET – Polietileno Tereftalato, a mesma resina plástica das embalagens de bebidas – e que tem diversas aplicações na construção civil.

Inventor paraibano Reginaldo Marinho mostra uma das aplicabilidades do Construcell Foto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A.Press

Para entender a criação do inventor, é preciso visualizar uma obra convencional. As faces laterais da peça atuam como vigas, que, comumente, seriam feitas de metal, madeira ou concreto. “Usar o plástico como estrutura é algo inédito no âmbito da construção civil no mundo. Não existe nem literatura, nem normatização para isso ainda”, evidenciou Reginaldo, que há 12 anos se dedica à elaboração desse projeto. Já a face central do prisma triangular corresponde à cobertura, dando lugar a telhas metálicas ou cerâmicas.

Com uma montagem rápida, por utilizar apenas parafusos para unir as peças, os módulos podem ser aplicados como telhados de moradias populares. Um projeto de habitação de baixo custo ainda não executado foi elaborado pelo inventor, em parceria com o arquiteto Aldênio Barreto, do Recife. Para cobrir uma moradia de 40 metros quadrados, seriam retiradas do meio ambiente 12 mil garrafas PET, em média. “Essa é uma solução que pode ser pensada pelos gestores públicos por incrementar uma atividade social, que é a coleta dessas embalagens, e por dar aplicabilidade a um produto que, se não é reciclado, causa sérios danos ambientais”, assinala Reginaldo Marinho.

O prisma é praticamente inquebrável, tanto que suporta o peso de um adulto sobre sua superfície. Essa é uma das vantagens do módulo feito de resina PET em relação ao vidro. “Dá para ter meninos jogando bola por perto que não há risco de o dono da casa ter prejuízo”, brinca o inventor. Como a estrutura pode ser confeccionada com diversos materiais, se feita com policarbonato, transparente ou colorido, é capaz de resistir a disparos de projéteis de calibre 38. Investir na tecnologia pode significar, também, economia na conta de energia. O plástico permite a passagem de luz e ainda não transfere o calor para dentro da casa, por ser um ótimo isolante térmico. Além disso, a estrutura possibilita a aplicação de placas fotovoltaicas, que transformam luz solar em eletricidade.

O invento pode ser um filão na construção de arenas esportivas para a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016, que serão realizadas no Brasil. Isso porque os estádios podem ser cobertos completa ou parcialmente com esse material. “O produto é ideal porque permite a fotossíntese do gramado e ainda isola o ambiente acusticamente. É uma oportunidade que o país tem de mostrar que temos uma solução de engenharia nacional, com tecnologia própria”, sugere. O Construcell ainda será lançado no mercado e, por não estar sendo produzido em escala, não pode ter o preço mensurado.

Entenda o módulo Construcell

O que é?A estrutura é um prisma triangular transparente que permite o uso do PET – Polietileno Tereftalato, a mesma matéria-prima das garrafas plásticas de refrigerante

Como se usa?Na construção civil, substituindo materiais convencionais, como concreto e metal. Pode ser usado na cobertura de casas e até de estádios de futebol

Como se faz?1 – A garrafa PET passa por uma usina de reciclagem, que a transforma em pequenas partículas de resina

2 – Essas partículas são colocadas numa máquina injetora, que vai aquecer o produto até seu ponto de fusão de 250 ºC

3 – A resina já derretida é introduzida num molde, de onde a peça é retirada

O Construcell feito com PET

– Com 20 garrafas PET é possível fazer 1 módulo: um triângulo de 1 kg com lados de 50 cm

– Com 12 mil garrafas PET é possível construir todo o telhado de uma casa popular de 40 metros quadrados

Fonte: Diário de Pernambuco

Portal do Confea

segunda-feira, junho 21st, 2010

Inventor cria estrutura com plástico para garantir eficiência energética

O inventor brasileiro Reginaldo Marinho, natural da Paraíba, é detentor de duas das cinco medalhas de ouro do Brasil em salões europeus de tecnologia. Admirado por engenheiros e arquitetos do mundo inteiro, por ter desenvolvido uma tecnologia de estrutura feita inteiramente com plástico reciclado, está decepcionado com a atenção que recebe em seu próprio país. Por aqui, o inventor espera, há 10 anos, seu elogiado projeto tornar-se realidade, mas mantém esperanças de ver galpões, hangares e até centros de compras serem construídos com seu material, sustentável do ponto de vista ambiental.

A invenção de Reginaldo é um prisma triangular com medidas de 500 milímetros nos lados e de 100 milímetros de altura, feito de uma resina produzida com a reciclagem de garrafas PET. Em cálculos e simulações estruturais, o material mostrou-se extremamente estável. “O material propicia uma sinergia muito grande entre dois fundamentos da estrutura: o arco de compressão e as treliças. No estudo da resistência, levando-se em conta fenômenos como torção, flambagem e peso próprio, por exemplo, o prisma apresentou coeficientes superiores a 2.8, quando o necessário é 1”, conta, com entusiasmo, o paraibano.

Professor da Universidade Federal da Paraíba, aos 18 anos de idade, por notório saber, ele foi o primeiro colocado no edital Prime – Primeira Empresa Inovadora, lançado pela Finaciadora de Estudos e Projetos (Finep). Vai receber R$120 mil para custear recursos humanos qualificados e serviços de consultoria especializada em estudos de mercado, serviços jurídicos, financeiro, certificação e custos, entre outros, durante 12 meses.

“Gostei de ganhar o edital, mas acredito que contratar uma empresa de marketing é o meu menor problema. Preciso de recursos para construir protótipos. Para esse problema, que é crucial, o governo ainda não encontrou solução”, diz. Os prismas de Marinho são estruturas modulares que, quando combinadas, permitem a formação de coberturas cilíndricas sem a necessidade de utilização de estrutura metálica. Outra vantagem do material, que o torna ainda mais sustentável, é, que, por ser totalmente translúcido, consegue capturar a luz externa sem absorver calor para o interior da construção.

“A eficiência energética é a questão central da humanidade atualmente. Além de utilizar a luz natural, há outro aproveitamento importante. Por ser de plástico, o prisma funciona como as duas estruturas necessárias para cobrir as placas fotovoltaicas, utilizadas na captação de energia solar”, explica.

Em um país como o Brasil, que contém áreas com baixa densidade populacional (região amazônica, por exemplo), essas estruturas podem ajudar a fornecer conforto, luz e internet para inúmeras comunidades isoladas. Como também podem ser construídos hangares com os prismas, a própria segurança das fronteiras do país, na região, pode ser reforçada.

Outra aplicação deverá ser em estádios de futebol. A Copa de 2014, no Brasil, é uma oportunidade para a discussão da ideia. “As placas translúcidas permitirão estádios cobertos e não prejudicarão a fotossíntese dos gramados. Um jogo só é bom se tiver um gramado adequado e conforto para os espectadores”, completa.

Marinho, que já possui a patente da invenção, pretende continuar a divulgar o projeto pelo país. Já prepara a documentação necessária para que, uma vez que o protótipo seja construído, poder certificar o material e mudar a aparência e a eficiência energética de muitas construções.

“Será a primeira construção totalmente transparente no mundo. Os estrangeiros estão tentando chegar lá, mas ainda não conseguiram. Construções como o Palácio de Cristal, em Londres, o Estádio Olímpico de Munique, e o Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, utilizaram a transparência como elemento lúdico, mas todos possuem elementos metálicos em suas estruturas”, informa.

Thiago Tibúrcio

Assessoria de Comunicação do Confea

Fonte: portal do Confea

Rádio Confea

segunda-feira, junho 21st, 2010
Áudio — Kbytes

COPA DO MUNDO: Inventor paraibano sugere que novos estádios sejam construídos com garrafas PET
24/09/2009

Tempo do áudio – 2min29
LOC/REPÓRTER: Além do futebol bonito dentro dos gramados, outra marca que o Brasil quer deixar no Mundial de 2014 é a de se tornar o primeiro País a promover uma Copa do Mundo totalmente sustentável. O inventor paraibano Reginaldo Marinho tem uma sugestão. Premiado por salões europeus de tecnologia, o inventor defende que os novos estádios sejam construídos a partir de garrafas PET. É o chamado prisma triangular, tecnologia desenvolvida por Reginaldo. O módulo funciona como uma espécie de tijolo de plástico no formato de um triângulo e é feito a partir da resina produzida com a reciclagem das garrafas plásticas. Além de recolher e dar um destino às garrafas, o prisma triangular traz outras vantagens, como explica o inventor.

Fonte: Rádio Confea

Portal do Crea

segunda-feira, junho 21st, 2010
08/10/2009

Construções celulares

Construções celulares. Por mais complicada que a denominação pareça, não é preciso ter profundos conhecimentos científicos para compreender a magnitude da idéia do paraibano Reginaldo Marinho. De forma simples, porém genial, ele desenvolveu uma estrutura inédita no mundo para a construção de grandes vãos sem usar nenhuma estrutura metálica ou de concreto, com as características de cascas cilíndricas que utilizam plástico e resina. Com utilidade para os mais diversos fins, que vai desde a cobertura de parques industriais e estádios de futebol (inclusive para a Copa do Mundo que será no Brasil) até a construção de estufas ecológicas, a estrutura foi criada há 10 anos e só agora é formalmente reconhecida após ser selecionada no edital do Programa Primeira Empresa Inovadora (Prime), uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia que visa apoiar as empresas que desenvolvem produtos e soluções inovadores.

A construção celular, chamada pelo inventor de Construcell, transforma as pesadas e complexas coberturas metálicas tradicionais de ginásios, por exemplo, em uma estrutura de plástico, leve, resistente, econômica, móvel, fácil de montar e ecológica. Pode ser definida da seguinte forma: o ‘esqueleto’ que sustenta a cobertura, passa a ser composto pelo plástico, material usado nos diversos módulos triangulares que são montados e presos por parafusos para dar suporte a uma espécie de grande folha de resina (que pode ser produzida com o material da reciclagem de garrafas Pet) que vai fazer a cobertura do ‘esqueleto’.

Verba federal de R$ 120 mil para execução do projeto

Os módulos só existem em forma de projeto e maquete, nunca foram produzidos, pois mesmo tendo sido apresentado há 10 anos e ganho dois prêmios internacionais, a invenção genuinamente paraibana só veio ser reconhecida no Brasil esse ano. A Construcell rendeu ao pesquisador medalhas de ouro no 28º Salão de Invenções de Genebra (Suíça) e na BBC Tomorrow’s World Live (Londres), respectivamente em abril e em junho de 2000. Reconhecido internacionalmente, ele chegou a receber propostas de produção da estrutura na Itália, mas sob o argumento de ter sido, segundo ele, “rejeitado” pelo seu país, a proposta italiana não ofereceu nenhuma contrapartida financeira e ele não achou justo que fosse feita uma doação do projeto.

“Foram anos de portas fechadas aqui no Brasil. Durante o Governo de Fernando Henrique Cardoso perdi as contas da quantidade de vezes que ouvi ‘não’ quando procurei apoio para o projeto, indo assim buscar esse reconhecimento lá fora. No Brasil temos a cultura de não dar valor ao que é nosso, de achar que não temos a capacidade de ter nossas próprias invenções e apenas copiar o que os países mais desenvolvidos produzem. Essa mentalidade faz com que muitos bons trabalhos sejam renegados”, disse Marinho.

Após anos de luta pelo reconhecimento, o inventor conseguiu recentemente apoio importante rumo a produção do seu projeto. Além de oferecer curso de capacitação para o aprimoramento dos planos de negócios apresentados pelas empresas, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que coordena essa ação, disponibilizará uma verba não reembolsável no valor de R$ 120 mil para a execução dos projetos.

Mundo transparente

Com notícia que recebeu sobre a reforma que o Governo do Estado vai implementar no Jardim Botânico Benjamim Maranhão, Marinho diz que “aproveitando essa sinergia nascida no Prime, o Jardim Botânico poderia abrigar a primeira construção do mundo totalmente transparente, sendo aplicada para uma estufa totalmente ambiental, motivando a visitação ao Jardim Botânico e valorizando o turismo local.

Outra idéia do inventor é sugerir ao senador Roberto Cavalcanti a criação de uma lei que estimule a geração de novas tecnologias no Brasil. A lei poderia contemplar com isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados ( IPI), durante a vigência da patente, os produtos patenteados ou com a tramitação no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

“Essa seria uma maneira de integrar o Brasil às nações que investem massiçamente em tecnologia gerando riquezas para o nosso país, sendo tecnologia a atividade que gera mais divisas em todo o mundo”, diz o inventor.

Renascimento

Reginaldo Marinho se considera um “renascentista pós-moderno, que trabalha com arte, ciência e tecnológica”. Nascido em Sapé, ingressou na Faculdade de Engenharia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), aos 17 anos. Aos 18 foi contratado para dar aulas de geometria descritiva e abandonou o curso no 3º ano. Foi para Brasília, onde estudou arquitetura na UnB, encontrando a universidade totalmente desfalcada de seus melhores professores, após a invasão de 1968, em pleno regime militar. Outra vez desencantado com o mundo acadêmico, deixou o curso e foi dedicar-se à publicidade. Atuou como fotógrafo e jornalista e é membro da Associação Brasileira de Jornalismo Científico.

Autodidata nas profissões que escolheu, Marinho não se formou em nenhum curso superior, mas em meio a um trabalho científico e artístico tem dado consideráveis contribuições para a sociedade. Quando indagado sobre a inspiração para suas invenções, ele não uma explicação objetiva e prática como seria o esperado de quem demonstra conhecimentos técnicos. Com idéias que aliam geometria, engenharia e uma sensibilidade artística de assustar, ele responde de maneira direta que as idéias simplesmente fluem, aparecem, florescem, sem explicação. “Muitas coisas aprendi fazendo; outras foram executadas sem que houvesse nenhum esforço, puro impulso ou absoluta harmonia”, explica Marinho.

Fonte: Renata Escarião – PortalCorreio/ Ascom/Crea-PB
Domingo, 27 de Setembro de 2009

Finep considera Fundação PaqTcPB como instituição modelo

segunda-feira, junho 21st, 2010

25/02/2010
“A Fundação PaqTcPB é um modelo a ser seguido”. A declaração foi feita, na manhã de hoje (25), por Marcelo Camargo, coordenador nacional do Programa Primeira Empresa Inovadora (Prime) da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) durante encontro realizado no auditório da instituição com empreendedores contemplados com o programa.

“É por isso que estamos aqui para validar e consolidar a matriz de indicadores a ser utilizada nas avaliações de todos os agentes operacionais Prime em todo país”. Afirmou o coordenador acrescentando que escolheram o Nordeste e em especial a Fundação PaqTcPB porque “é um agente operacional Prime, considerado um modelo e que tem nos dado muita satisfação em trabalhar, além do mais porque queremos descentralizar as ações do eixo Sul e Sudeste” completou.

Na oportunidade, Marcelo Camargo destacou a competência da diretora geral da instituição, Francilene Garcia, sublinhando sua capacidade de coordenar com excelência um programa com a dimensão do Prime. “A Francilene Garcia é conhecida na Finep como exemplo de excelência em coordenar e pelo que vimos na nossa avaliação todos estão de parabéns, inclusive vocês” disse Camargo aos empreendedores presentes.

De acordo com os técnicos, a partir do dados fornecidos pela Fundação PaqTcPB a respeito das ações desenvolvidas e executadas no Prime eles puderam consolidar com sucesso a matriz que será utilizada para avaliar todos os agentes operacionais em todo o país.

Quanto à interação com os empresários, os técnicos puderam obter um retorno dos mesmos sobre questões pertinentes à liberação dos recursos, prazos, contratação de gestores, entre outros.

O empreendedor Reginaldo Marinho, da Construcell, aproveitou a ocasião para declarar que “nunca o governo federal tinha assumido uma postura como a criação do Programa Prime para apoiar e alavancar o empreendedorismo nacional, nós estamos sendo muito bem assistidos” finalizou.

O que é o Prime

O Prime – Programa Primeira Empresa Inovadora – foi criado pela FINEP para apoiar empresas nascentes inovadoras com até dois anos de existência. No primeiro ano de operação do Prime, cada empresa selecionada poderá contar com R$ 120 mil, em recursos não reembolsáveis (que não precisam ser devolvidos)do Programa de Subvenção Econômica. No segundo ano do Programa, a empresa também poderá se beneficiar de um crédito adicional de mais R$ 120 mil, do Programa Juro Zero. Nesse caso, o financiamento será devolvido em 100 vezes sem juros.

Em quatro anos, o programa deve investir R$ 1, bilhão em cinco mil empresas nascentes. Para este ano, estão previstos recursos de R$ 230 milhões.

Números Prime obtidos pela Fundação PaqTcPB

No decorrer do processo a Fundação PaqTcPB recebeu mais de 200 propostas pré-cadastras oriundas de 12 estados brasileiros. Nesse período, foi contabilizado cerca de 1,5 mi de pessoas alcançadas na fase de prospecção através de visitas técnicas, palestras presenciais, inserção de mídias digitais, acesso ao portal Prime, dentre outros.

Durante a fase de submissão da proposta simplificada, 193 empresas foram inscritas, das quais 112 foram aprovadas e 110 consideradas aptas para a capacitação presencial e virtual oferecida aos empreendedores.

Após todas as fases, 98 foram aprovadas, com destaque para a Paraíba que obteve maior índice de aprovação, com 64 empresas, assim distribuídas: 42 empresas de Campina Grande, 16 de João Pessoa, 2 de Cabedelo, 2 de Patos, uma de Caraúbas e uma de Puxinanã, representando um percentual de 65% do total.

Já os estados do Rio Grande do Norte e Alagoas alcançaram o número de 20 e 08 empresas aprovadas, representando um percentual de 20,4% e 8,2%, respectivamente. Também foram aprovados projetos do Ceará, Rio de Janeiro, e Bahia.

A operação do Programa Prime representa uma injeção de recursos potenciais na economia local. De acordo com os dados fornecidos, o programa vai propiciar oportunidades a 98 gestores de negócios contratados, possibilitando aos mesmos uma nova carreira, movimentando a cifra de R$ 2 milhões investidos em apenas um ano. E como se não bastasse, 300 contratos de consultoria estão previstos além do surgimento de novas consultorias especializadas que fortalecerão um segmento de mercado de interesse que movimentará mais de R$ 6 milhões, também em um ano. O programa também vai favorecer a interação de 600 pessoas conectadas em uma importante rede social, gerando diversas oportunidades de negócios.

TIC lidera empreendimentos aprovados

Tecnologia da Informação e Comunicação é uma das 14 áreas de negócio que liderou, com 61%, os empreendimentos aprovados. Além de Administração, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Tecnologia em Alimentos, Comunicação, Design, Engenharia de Alimentos, entre outras contempladas.

Para Francilene Garcia, os números atingidos no Prime resultam do esforço conjunto de quatro incubadoras (Incubadora Tecnológica de Campina Grande – ITCG, Núcleo de Incubação Tecnológica do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFET-RN, Incubadora de Empresas de Alagoas da Universidade Federal – INCUBAL/UFAL, Incubadora Empresarial Tecnológica da Fundação Educacional Jayme Altavila – IET/FEJAL) e de seus parceiros da Região Nordeste, atuantes no apoio ao empreendedorismo inovador com foco nos Estado da Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas.

Ela ainda destaca que durante a etapa de avaliação da proposta simplificada, a Fundação PaqTcPB teve a colaboração de 100 avaliadores ad-hocs (65 para o tema inovação e 35 para o tema negócio) gerando mais de 560 pareceres técnicos.

“O empenho dos parceiros foi um ponto bastante importante em todo o processo de avaliação, que contou com a relevante parceria da UFCG, UEPB, UFPB, FACISA, FAPERN, UNIUOL, FIP, SEBRAE/RN, SEBRAE/PB, FIEP e BNB”, enfatizou a diretora.

Fonte: Fundação PaqTcPB

Revista Artestudio

segunda-feira, junho 21st, 2010

Tudo começa com as células


Revolucionário projeto paraibano de construções celulares é selecionado por programa nacional do Ministério da Ciência e Tecnologia.

O inventor paraibano Reginaldo Marinho propõe uma solução para amenizar os estragos causados pelos terremotos que têm assolado países como o Haiti e o Chile nestes últimos meses: as construções celulares – ou construcell, como ele chama. Através da matemática, ele desenvolveu a ideia de uma estrutura inteiramente em resina plástica e transparente.

Segundo ele, as construções que podem surgir dessa estrutura são as mais variadas, de templos e armazéns a estádios de futebol. “Grandes áreas cobertas sem a intervenção de colunas internas”, afirma Marinho. Além disso, estariam antenadas com as questões ecológicas do momento por serem uma opção de reciclagem do material, como as garrafas pet, por exemplo.

“O sistema apresenta uma morfologia estrutural resultante da sinergia de dois fundamentos importantes da engenharia: as treliças e o arco-de-compressão, que raramente atuam em conjunto”, explica ele, que inventou o sistema há dez anos e desde então vem tentando viabilizar o projeto. “Essa tipologia garante elevada estabilidade estrutural e sendo uma estrutura articulada torna-se muito adequada às áreas sujeitas a terremotos”.

São módulos triangulares de material plástico bem resistentes que se encaixam e são presos por parafusos, os módulos funcionam ao mesmo tempo como estrutura e cobertura, sendo que em alguns casos atuam como parede, quando usa-se o arco de 180º. Dispensam, dessa forma, o concreto ou estruturas metálicas – uma ideia, sem dúvida, revolucionária em se tratando de construções.

O projeto conseguiu ser selecionado pelo Programa Primeira Empresa Inovadora (Prime), desenvolvido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Mesmo assim, um problema persiste porque a verba diz respeito à organização da empresa, mas não ao desenvolvimento do projeto em si. Por isso, ainda nenhum teste em tamanho natural foi feito, e o que existem são maquetes e projetos para futuras construções.

O invento foi premiado em dois salões, em 2000: o 28º Salon International des Inventions, em Genebra, e o BBC Tomorrow’s World Live, em Londres. Reginaldo Marinho também já apresentou o invento em conferências no Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, além do mestrado em Estruturas e da pós-graduação em Arquitetura, ambos da Universidade de Brasília. Seu invento também foi citado por pesquisadores como Alastair Fuad-Luke, autor do EcoDesign Handbook. A Folha de São Paulo também já publicou artigo sobre o invento.

Entre as vantagens das construções celulares, estão a rapidez na montagem, a redução de resíduos da construção, a possibilidade do uso da iluminação zenital (através dos módulos translúcidos) e até conforto estético, acústico e térmico. Marinho já contratou especialistas da Universidade Federal da Paraíba para fazer o cálculo estrutural para executar o protótipo. Seria uma contribuição fundamental para a engenharia e a arquitetura, por um paraibano que chegou a estudar nos dois cursos, mas acabou não concluindo nenhum deles. Marinho preferiu dedicar-se à publicidade, fotografia e ao jornalismo – é, inclusive, membro da Associação Brasileira de Jornalismo Científico. Arte e ciência, juntas.

Texto: Renato Félix
Fotos: Divulgação

Fonte: Revista Artestudio

55ª Reunião Anual da SBPC – Recife 2003

segunda-feira, junho 21st, 2010

16/07/2003 – 17h39m
Pesquisador ‘sem-estande’ mostra invento na SBPC

Pedro Marins, especial para o Globo On Line

RECIFE – Depois dos sem-terra e dos sem-teto, surgiu a figura dos sem-estande na 55ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife. O pesquisador independente Reginaldo Marinho está mostrando em um estande “improdutivo”, devidamente ocupado por ele na Expociência, a mostra de ciência e tecnologia paralela ao evento.

– É uma solução estrutural que combina dois fundamentos da engenharia (o arco de compressão e as treliças) e permite a construção de coberturas para grandes vãos, usando plástico reciclado ou poliuretano à base de mamona – descreve Marinho, diante de um protótipo da invenção.

Como vantagens ele destaca o aumento da segurança, da estabilidade da estrutura, o conforto acústico e a possibilidade de iluminação natural usando módulos translúcidos na coberta. Outra alternativa seria a instalação de placas fotovoltaicas, transformando a parte externa do teto numa usina solar.

Marinho está ocupando um dos estandes que ficaram vagos na Expociência e, quando pode, perambula pelo campus da UFPE mostrando seu invento, em um tipo de exposição itinerante.

– Eu precisava só de 50 centímetros para expor e acabei ficando numa área de quatro metros – comemora.

O pesquisador diz que seu trabalho foi premiado em dois salões de invenções em Genebra, na Suíça, e em Londres, em 2000. Segundo ele, a Petrobras estuda a confecção de um protótipo, em parceria com a Universidade Federal da Paraíba.

Marinho disse estar em franca campanha para adoção de seu invento em auditórios e estádios que o Rio de Janeiro vai construir para receber os Jogos Panamericanos de 2007. O pesquisador não tem estande, mas tem orgulho – em um bocado de ambição.

Inventores participarão da Feira do Empreendedor na Paraíba

domingo, junho 20th, 2010

10.10.2003 | 18:15

Salão de Tecnologia

Sebrae dedica ambiente a invenções do Nordeste e mostra que criatividade é característica essencial do empreendededorismo

Dayse Oliveira, com reportagem de Meire Oliveira

João Pessoa – Na primeira Feira do Empreendedor realizada na Paraíba, que acontece de 9 a 12 deste mês, inventores da Região Nordeste contam com um local para expor seus projetos. O espaço foi reservado dentro do Salão de Tecnologia com a presença de expositores do Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Cada inventor tem a oportunidade de apresentar a função e importância do seu produto.

“A intenção da feira é promover oportunidades de negócios e os inventos serão avaliados em relação à viabilidade de fabricação e possíveis parcerias nos custos de produção”, explica o coordenador do Salão de Tecnologia, Fernando Ronaldo. O pernambucano Jorge Ribeiro, por exemplo, apresenta um produto que promete trazer alívio para quem trabalha com computadores. Ele idealizou o Protend, um aparelho que, quando colocado na frente do teclado, dá apoio total para os braços e previne a tendinite e Lesão por Esforços Repetitivos-LER.

O Protend é eficaz, também, para as pessoas que já possuem a lesão. Ribeiro assegura que o produto elimina as dores na hora de utilizar o computador. “Vários médicos e portadores da lesão já utilizaram e aprovaram o produto. Pretendo conseguir parceiros na Feira do Empreendedor para comercializar meu produto”, disse o inventor.

A Paraíba marca presença com Reginaldo Marinho. Ele garante que galpões, hangares, estufas, ginásios, e até casas populares, podem ser construídas com plástico (policarbonato). “Um escudo de 3mm de policarbonato resiste a um disparo de revólver calibre 38, já o vidro à prova de balas de 10mm de policarbonato segura o disparo de fuzil AR- 15”, afirma Reginaldo.

Segundo Marinho, o maior problema é que a produção só pode ser feita em larga escala, o que dificulta o patrocínio. “Com a Feira do Empreendedor, eu quero mostrar aos paraibanos que temos produção tecnológica de boa qualidade. O que nos falta é divulgar e conhecer essa tecnologia”, observa o inventor.

Fonte: Portal do Sebrae

Inventor paraibano sugere que novos estádios sejam construídos com garrafas PET

domingo, junho 20th, 2010

Além do futebol bonito dentro dos gramados, outra marca que o Brasil quer deixar no Mundial de dois mil e quatorze é a de se tornar o primeiro País a promover uma Copa do Mundo totalmente sustentável. O inventor paraibano Reginaldo Marinho tem uma sugestão. Premiado por salões europeus de tecnologia, o inventor defende que os novos estádios sejam construídos a partir de garrafas PET. É o chamado prisma triangular, tecnologia desenvolvida por Reginaldo. O módulo funciona como uma espécie de tijolo de plástico no formato de um triângulo e é feito a partir da resina produzida com a reciclagem das garrafas plásticas. Além de recolher e dar um destino às garrafas, o prisma triangular traz outras vantagens, como explica o inventor

“Se as construções, se os módulos forem transparentes, esses módulos podem acolher placas fotovoltaicas. Com isto, nós podemos transformar estas construções em construções limpas e auto-suficientes do ponto de vista energético. E ainda, se os módulos forem translúcidos, ou seja, que passa a luz, mas não passa o raio solar, eles podem ser utilizados em construções para economia da energia luminosa.”

Segundo Reginaldo Marinho, o uso do prisma triangular também ajudaria no processo de manutenção do gramado, já que a luz é parte fundamental no processo de fotossíntese da grama. Reginaldo lembra que a invenção já existe há mais de dez anos e destaca que a solução poderia ser aplicada na construção de outras instalações como galpões, telhados, hangares e ginásios. Contudo, o projeto sempre esbarrou na falta de incentivo.

“Nós não temos uma cultura voltada para o estímulo à produção tecnológica. É como se a cultura brasileira não admitisse que nós brasileiros fôssemos capazes de desenvolver tecnologia inédita no mundo.”

Reginaldo Marinho aponta que nestes dez anos a única instituição que apoiou o projeto foi o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, o Confea. Recentemente, Reginaldo venceu o edital Prime – o Primeira Empresa Inovadora, lançado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, através da Finep.

Fonte: Clube Cidade

Carmen Drayer

Pesquisador critica falta de investimentos em tecnologia

domingo, junho 20th, 2010

Correio da Bahia – Aqui Salvador – 27/10/2004
Daniel Freitas

Ele acredita que, à exceção do imperador Dom Pedro II, nenhum outro governante brasileiro demonstrou aptidão tecnológica nem interesse pelo assunto. É por isso que o país é atrasado, em sua opinião. “Há 20 anos, a economia da Coréia do Sul era equivalente a 20% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil na época. Com investimentos maciços em tecnologia, porém, as riquezas sul-coreanas já ultrapassaram o PIB brasileiro desde 2002. E vale lembrar que a área da Coréia do Sul é correspondente ao estado do Piauí”, afirmou o pesquisador e inventor paraibano Reginaldo Marinho, ao participar, na manhã de ontem, do 8º Congresso Brasileiro de Jornalismo Científico, que prossegue até hoje no Hotel Pestana, Rio Vermelho.

Reginaldo Marinho sabe do que fala. Seus inventos tecnológicos já lhe renderam a conquista de medalhas de ouro, dois anos atrás, no 28º Salão Internacional de Invenções e Novas Tecnologias de Genebra e no BBC Tomorrow”s World Live – evento promovido pela BBC de Londres para a difusão de tecnologias internacionais. Ele cita o atraso em que o Brasil sempre esteve em relação a outros países, principalmente os europeus. “Enquanto o Brasil ainda era colônia, em 1821, a Inglaterra já investia pesado em tecnologia, financiando Charles Babbage, criador do aparelho considerado o avô do computador”.

Marinho exemplifica que, por seu interesse em tecnologia, Dom Pedro II foi o único dos governantes brasileiros a se destacar nesse aspecto. Foi o imperador que instalou o Observatório Astronômico Nacional e convidou o inventor do telefone, Alexandre Graham Bell, para instalar no Brasil uma das primeiras redes de telefonia do mundo, no Rio de Janeiro. Em sintonia com as tendências mundiais, numa época em que os estudos em ciência e botânica conheciam grandes avanços na Europa, Dom Pedro II criou ainda o Jardim Botânico, também no Rio, entre os séculos XVIII e XIX.

“No reinado do imperador, o Brasil tinha a segunda maior malha ferroviária do mundo, perdendo apenas para a Rússia. Hoje, o que se vê são ferrovias em estado precário”, acrescenta Marinho. Ele salienta a necessidade de o Brasil criar um programa responsável de valorização da tecnologia nacional, confiando no potencial dos pesquisadores do país. Reginaldo Marinho fala com a experiência de quem entrou na universidade aos 17 anos, cursou engenharia, arquitetura, comunicação e sistemas de informação, não se formou em nenhuma dessas áreas e preferiu ser inventor.

Ele conta que a invenção faz parte de sua natureza, pois é motivado pela transformação. “A universidade não me satisfez. Associo os conhecimentos de todas as áreas que cursei em meus inventos e nunca deixei de estudar. Estou sempre me atualizando com as novidades em arquitetura e engenharia”, revela Reginaldo Marinho, que, mesmo sem formação, já foi professor de geometria descritiva na Universidade Federal da Paraíba.

E o que o inventor faz num evento sobre jornalismo? “Sou jornalista. Eu publico uma coluna na internet, no principal portal de notícias sobre ciência e tecnologia da Paraíba”, responde, referindo-se ao site www.wscom.com.br.  Um dos inventos de Reginaldo Marinho, inclusive, está exposto ao público no 8º Congresso Brasileiro de Jornalismo Científico. É o projeto Construcell, uma maquete de plástico em forma de prismas que simula construções compatíveis para ginásios esportivos, hangares, escolas e armazéns. O produto utilizado no projeto é plástico polietileno terefitalato – o plástico PET, usado nas garrafas de refrigerante.

Tecnologia para o dia-a-dia

domingo, junho 20th, 2010

Paraíba, domingo, 04 de junho de 2006
Correio da Paraíba

Tecnologia para o dia-a-dia
Robô substitui empregada doméstica e cadeira de roda pode ser movida pela força do pensamento

Você tem alguma idéia de como será o nosso cotidiano no futuro? Levando em consideração os bilhões de anos de idade da terra, podemos dizer que há pouco tempo, cerca de 500 mil anos, o homem aprendeu a dominar o fogo e “uma dia desses”, em 1876, inventou o telefone. Em 1990, chegava ao Brasil o primeiro celular e hoje é possível ir para qualquer lugar do mundo conectado à internet, através de um computador de mão, o palm top, e robôs prometem facilitar cada vez mais o nosso cotidiano. Para quem gosta de assistir a desenhos animados futuristas, como “os jetsons”, é fácil imaginar robôs substituindo empregadas domésticas.

O inventor paraibano Reginaldo Marinho, já participou de diversas exposições consagradas mundialmente em termos de novas tecnologias e já viu invenções vindas de vários locais do planeta. Não é possível prever o futuro, mas levando em consideração o cada vez mais rápido desenvolvimento tecnológico que acompanhamos, ele arrisca alguns palpites de como será a vida do “cidadão comum” daqui a alguns anos.

O inventor explica que o futuro científico terá como grande aliado uma tecnologia capaz de penetrar na cadeia molecular das estruturas de substâncias e sólidos, reformulando ou criando novos materiais: é a nanotecnologia. Segundo ele, o Brasil participa do universo de 25 países que trabalham com nanotecnologia atualmente, sendo o único da América Latina.

Ele ressalta que a nanotecnologia tem uma tendência fundamental em desenvolver a simplificação dos materiais, deixando-os mais leves, resistentes e proporcionando aos usuários economia de tempo, de espaços e de dinheiro. Ele sugere que as casas serão construídas com plástico ou outro material semelhante, ainda não inventado, ao invés madeira, concreto ou metal. Suas formas arquitetônicas serão arredondadas com portas e janelas eletrônicas e robôs para fazer serviços domésticos, como varrer casa. Hoje em dia, já estão sendo utilizados robôs capazes de cortar grama, movidos por energia solar. Também já existem sistemas que podem reconhecer o horário e a condição de umidade ideais para se acionar a irrigação no jardim, permitindo que o proprietário simplesmente desfrute, sem se preocupar em manter sua área verde.

Sensores da Nasa para cegos

Uma tecnologia está sendo desenvolvida pela Nasa para criar sensores que possam restaurar a capacidade de enxergar de alguns deficientes visuais. Outros estudos estão sendo feitos por pesquisadores da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, a fim de desenvolver um computador “vestível” para deficientes visuais e indivíduos com visão parcialmente comprometida. Com o equipamento, as pessoas serão conduzidas a seu destino e alertadas sobre obstáculos no trajeto.

Celular com espessura de cartão

TVs com telas de plasma já estão sendo desenvolvidas e celulares com funções de máquina fotográfica e computador podem ser encontrados em várias lojas. Futuramente, eles terão a espessura de um cartão de crédito. Outra invenção que proporcionará melhor qualidade vida para deficientes físicos é uma cadeira de rodas que permite ao usuário ficar de pé. A invenção tem as dimensões de uma cadeira de rodas comum e o deficiente poderá olhar as pessoas na mesma altura, melhorar a circulação sangüínea e amenizar alguns males causados por um grande tempo de permanência sentado, como problemas renais e vesiculares, feridas de decúbito – escaras, osteoporose pela compressão óssea e espasmos musculares. Essa cadeira de rodas é fruto de vários anos de pesquisa dos designers da UFRJ, Carlos Mauricio da Costa Ramos e Ricardo da Cunha Fontes.

Indivíduos paralíticos em decorrência de lesões da medula espinhal também serão ajudados pela medicina do futuro. Graças a descobertas fundamentais sobre os fatores que impedem a reconstrução da medula e como combatê-los, a neurociência já sabe como recuperar a medula em ratos.

CARRO A AR, ÁGUA E HIDROGÊNIO

Provavelmente em alguns anos, carros “andarão voando”, mas antes disso, o inventor Reginaldo Marinho acredita que os carros serão movidos a ar ou água. “O hidrogênio é dos mais importantes combustíveis conhecidos e é utilizado em motores de propulsão, para missões espaciais. Retirando o hidrogênio da fórmula da água, podemos ter um dos combustíveis mais baratos do planeta, já que a Terra tem 2/3 de sua superfície coberta de água”, explica.

O ambientalista e inventor francês Guy Negre construiu e vem tentando lançar no mercado um carro movido a ar comprimido, que não provoca combustão e, conseqüentemente, não polui o meio ambiente. Segundo Negre, o ar que sai do cano de descarga é mais limpo do que o que entra, devido à ação de um filtro interno. O carro será pequeno, simples de estacionar, próprio para grandes cidades, e com a ajuda de um compressor elétrico, ele poderá ser reabastecido em casa.

Tecnologia permite comunicação telepática

Outro avanço bem provável na comunicação, diz o inventor Reginaldo Marinho, serão as conversas extra-sensoriais, por telepatia, a serem conseguidas com o estímulo de determinadas áreas cerebrais, proporcionadas pelo desenvolvimento da medicina.

A nanotecnologia, segundo Reginaldo, também permitirá a fabricação de peças moleculares para computadores, deixando-os cada vez menores e mais poderosos. Pesquisadores da inteligência artificial como Marvin Minsky e Herbert Simon acreditam que, devido aos avanços tecnológicos, os computadores serão capazes de tudo, haverá, inclusive, máquinas com a genialidade de Einstein e de Proust. Os computadores terão papel fundamental na educação, já que, provavelmente, cada estudante terá o seu próprio computador portátil em substituição da mochila cheia de livros.

O inventor paraibano acredita que, em poucos anos, a transmissão de energia será realizada por meio de fibras óticas. Atualmente, são por intermédio de cabos de alumínio, que gera uma perda de 30% de energia. “A diminuição do desperdício também é uma meta da tecnologia”, afirma. A instalação de alguns sistemas já permitem que o ar condicionado seja desligado quando portas e janelas são esquecidas abertas e luzes podem ser acesas ou apagadas apenas com a presença de alguém em determinado local ou quando o usuário passa sua chave ou crachá, indicando que está fora ou dentro do prédio.

Cientista mostra que é viável construir casa de plástico

domingo, junho 20th, 2010

Correio de Sergipe – Quarta-feira, 12 de junho de 2002
 

O cientista e inventor, Reginaldo Marinho, mostrou em Sergipe como efetuar construções itinerantes em plástico. O inventor participa do Congresso de Engenharia que termina amanhã no Delmar Hotel.

Marinho lamenta que pesquisas fiquem restritas às universidades

O cientista e inventor, Reginaldo Marinho, apresentou a Sergipe sua nova criação. Ele mostrou como efetuar construções itinerantes em plástico. O inventor foi convidado pelo Sindicato do Engenheiros da Paraíba para integrar o Congresso de Engenharia que termina amanhã no Delmar Hotel. O cientista foi premiado diversas vezes na Europa e garante eu sua nova criação poderá revolucionar o campo de construções dando a possibilidade de se construir casa populares, escolas, hangares, centros de convenções e outros.

A passagem do cientista, que parece por demais com o ator Sean Connery, o eterno 007, levantou grande polêmica entre a categoria, que se reuniu durante os três dias do encontro. Ele já proferiu conferências em Londres e Genebra e agora será o coordenador da 1ª Mostra Brasileira de Invenção, a ser realizada de 13 a 16 de novembro, desse ano, na Paraíba.

Ele observou que essa foi a primeira manifestação de um centro acadêmico reconhecendo a importância da invenção. “O hábito e a cultura brasileira estão ligados somente a papéis e teses. É preciso a prática”, disse Marinho. Afirmou que o Brasil contribui com 2% da produção científica mundial, enquanto que a Europa, totalmente desenvolvida tecnologicamente, produz 45. Segundo Marinho, a Inglaterra integra o grupo dos 10 países que detêm 95% das patentes mundiais.

No Brasil, ele lamenta que as pesquisas fiquem restritas às universidades e centros de pesquisa e tecnologia. O cientista disse que o invento que apresentou a Sergipe e ao mundo é um novo parâmetro de engenharia. As construções podem ocorrer através da reciclagem de embalagens descartáveis, das quais se originam casas populares, ginásios esportivos, espaços culturais.

6º Consenge apresenta inovações

domingo, junho 20th, 2010

Jornal da Cidade – Aracaju, quarta-feira, 12 de junho de 2002
Engenharia
Congresso apresenta inovações

Ele já ganhou prêmios internacionais, mas no Brasil o seu invento revolucionário nunca teve o reconhecimento das autoridades. Mas durante o Congresso de Engenharia, que termina hoje, em Aracaju, o inventor paraibano Reginaldo Marinho veio mostrar o trabalho intitulado “Construcell” – justamente o ganhador de prêmios – , que é na verdade um método inovador de construção, que substitui por plástico as conhecidas estruturas metálicas ou de concreto. O trabalho vem sendo desenvolvido desde o início da década de 90, mas somente em 1997 e que foi patenteado no Brasil e em outros 32 países.

Além de ter vindo a Aracaju mostrar a sua inovação em engenharia e arquitetura, o inventor Reginaldo Marinho quis alertar também para o descaso das autoridades brasileiras. Com todos os documentos arquivados em Cd-rom. Marinho revela que nesses anos de estudo não teve apoio do governo brasileiro, mas quem em contrapartida foi premiado em Genebra e na Itália. O estudioso anunciou também que com o apoio da Universidade federal da Paraíba coordena um evento que vai reunir, em novembro próximo, os maiores inventores nacionais para discutirem suas criações. Mais do que isso: debater a falta de interesse das autoridades com essas produções.

Embora possa parecer extremamente difícil para os leigos em Engenharia e Arquitetura, a invenção de Marinho – se produzida em escala industrial – promete revolucionar o mercado nesses dois segmentos. O Construcell utiliza três fundamentos da Engenharia: a treliça, o arco de compressão e os métodos dos elementos finitos, permitindo a construção de grandes vãos sem usar nenhuma estrutura metálica ou de concreto.

Segundo ele, os módulos são construídos em polímeros injetados em forma de prismas triangulares, auto-estruturados, cujo fundo é triângulo eqüilátero, com duas faces ortogonais e a terceira inclinada com relação à base. Esta inclinação é que definirá a curvatura cilíndrica. O tamponamento desses prismas cria um colchão de ar e oferece ótimo conforto térmico.

Numa explicação mais simplória, Marinho disse que o Construcell é semelhante a um Lego (jogo de encaixe para crianças), em grandes proporções. Como as peças se encaixam umas nas outras, e não são quebradas, não há sobras e, conseqüentemente, desperdício. Marinho afirma que com esse material é possível se construir galpões, casas e vários tipos de edificações. “A montagem é rápida e realizada com mão-de-obra reduzida, vantagens que facilitam principalmente a implantação de projetos emergenciais em casos de catástrofes e abalos sísmicos, que demanda rápida construção de abrigos”, afirmou.

Embora seja considerado engenheiro e arquiteto por profissionais destas duas áreas, Marinho nunca chegou a concluir nenhum desses cursos – fez três anos de Engenharia e dois de Arquitetura. “Sou inventor, estudo profundamente o assunto e gostaria de ver meu projeto sendo implantado em todo o país”, confessa.

Pesquisador critica autoridades

domingo, junho 20th, 2010

Jornal Opção, Goiânia, 1 a 7 de Abril de 2001.

O pesquisador paraibano Reginaldo Marinho critica autoridades do governo FHC de terem rejeitado sua proposta de tecnologia para a área de construção civil

ANTÔNIO LISBOA MORAIS

O Brasil parece padecer de um crônico complexo de inferioridade. Pelo menos em relação ao imaginário dos donos do poder. Esta é a conclusão do inventor paraibano Reginaldo Marinho, depois de percorrer corredores de ministérios do governo Fernando Henrique Cardoso e encontrar as portas fechadas. Esbarrando na má vontade de uns e na desconfiança de outros auxiliares de FHC, Reginaldo Marinho decide apresentar sua descoberta — uma nova tecnologia para a construção civil — à comunidade científica na Itália, onde já desperta o interesse de empresários e de prefeitos. Mas não deixou por menos, resolveu manifestar ao próprio presidente Fernando Henrique Cardoso a sua decepção com as autoridades brasileiras. “Com todo respeito, Excelência, acabou a minha paciência. Depois de bater em tantas portas, todas fechadas e bem travadas, optei novamente pelo exílio voluntário. Na primeira vez, como Vossa Excelência o fez, foi por discordar de uma ditadura militar e agora por discordar de uma ditadura que impede o desenvolvimento nacional”, desabafou, em correspondência de 21 de setembro de 1999.

Aos olhos do leigo, o invento de Reginaldo Marinho passa a idéia de um mero triângulo de plástico transparente, à semelhança dos sinalizadores de defeito em veículos. O criador dá o nome de Construcell ao seu feito. Trata-se, na verdade, de um módulo de policarbonato, que pode receber placas fotovoltaicas em toda a sua superfície. O dispositivo, por ser transparente, permite a injeção de gás neon, conferindo à construção um efeito luminoso incomum. Um dos elementos que compõem a peça é um arco de compressão, um conhecimento que vem dos povos etruscos e foi muito utilizado na construção de catedrais. “Como a engenharia conhece apenas três modalidades de estrutura, que são madeira, concreto e metal, essa estrutura é, além de inovação tecnológica, uma novidade acadêmica porque não existe nenhuma literatura mundial sobre estrutura de plástico”, detalha o inventor.

Construção Limpa — O invento de Reginaldo Marinho é utilizado na construção de armazéns, hangares, silos, ginásios esportivos e escolas, entre outras edificações. “É a arquitetura do futuro porque leva para a obra exatamente o número de peças que vai utilizar. Não tem sobras de materiais. Terminada a construção, o lugar fica limpo, após a colocação da última peça. O módulo está sintonizado com duas tendências mundiais: a energia solar, pois utiliza a placa fotovoltaica, e a reciclagem de plásticos”, explica. Reginaldo Marinho diz que desenvolveu o Construcell em 1997. No ano seguinte registrou a patente no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI, órgão do Ministério de Desenvolvimento). O objeto foi alvo de três conferências de Reginaldo Marinho na Universidade de Brasília (UnB).

Como forma de chamar a atenção do governo federal para a importância dessa nova tecnologia, o inventor apresentou, em setembro de 1998, sua criação ao Ministério da Agricultura. Nesse campo, o dispositivo poderia resolver, num piscar de olhos, a deficiência de armazenagem do governo, que é superior a 10 milhões de toneladas de grãos. Mesmo com parecer favorável de técnico do Ministério da Agricultura, não houve interesse no desenvolvimento do protótipo. Apesar disso, Reginaldo Marinho não se abateu. Protocolou ofício em 24 de agosto de 1999 ao então ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca. Não obteve resposta. Se o caminho passa pela política, que se busque essa via, raciocinou o inventor. Buscou a ajuda dos deputados Eduardo Jorge (PT/SP), Marcondes Gadelha (PFL/PB), Walter Pinheiro (PT/BA) e Philemon Rodrigues (PMDB/MG), que teriam gasto saliva e tinta sobre papel, junto aos ministros Rafael Greca, Ronaldo Sardenberg (Ciência e Tecnologia) e José Sarney Filho (Meio Ambiente), igualmente sem sucesso.

Kafka Explica
— Um enredo intrigante, cheio de mistérios, surpresas e passagens mirabolantes. Digno de Franz Kafka (escritor alemão nascido na Tcheco-Eslováquia — 1882-1924), como define o próprio inventor. Assim foi a via-crúcis que Reginaldo Marinho enfrentou para mostrar a auxiliares de FHC que seu invento é importante para o Brasil, inserido no mundo globalizado de muita competição. O grande momento para exibir o feito brasileiro era a Exposição de Hannover (Alemanha), que acontecia em junho de 2000. Em janeiro desse ano, a cenógrafa Bia Lessa, responsável pela montagem do stand do Brasil, ainda não havia definido o seu projeto, uma vez que tinha grande expectativa em relação à proposta revolucionária de Reginaldo Marinho.

No dia 25 de maio de 2000, três dias antes da abertura da feira alemã, a assessora da Secretaria Executiva do Ministério da Agricultura, Marisa Borges, envia e-mail para Reginaldo Marinho, exatamente num endereço eletrônico que o inventor não utilizava havia mais de dois anos. A mensagem tinha como objetivo “colaborar” com a divulgação da tecnologia de Reginaldo Marinho na Feira de Hannover. Descoberto o comunicado, um tanto ao acaso, o criador do projeto de nova tecnologia responde ao Ministério da Agricultura. Diz que, já que havia o interesse de ajudar, que se localizasse o projeto que propunha a construção de um protótipo no valor de 400 mil reais, já com parecer técnico favorável. “Quando perguntei para a assessora como tinha conseguido um endereço eletrônico que eu não mais utilizava, ela, muito embaraçada, respondeu que foi o resultado de uma longa pesquisa feita por solicitação do Dr. Paulo Henrique Cardoso (filho do presidente Fernando Henrique). O chefe dela, o secretário-executivo Márcio Fortes, era membro-substituto do comissariado. Como essa informação revelou que o e-mail com o convite tardio tinha sido feito por orientação do filho do presidente da República, não aprofundei o assunto para não criar defesas posteriores”, assinala Reginaldo Marinho.

Academicismo Viciado — Depois de tantas buscas inúteis, Reginaldo Marinho se deparou verdadeiramente com os bastidores do poder. Um submundo real longe do cenário que normalmente a mídia exibe. O desencanto esfriou as pretensões do inventor em relação às autoridades do Executivo federal e serviu para reformular os conceitos de Reginaldo Marinho quanto ao mundo real das invenções no Brasil. “O sistema acadêmico brasileiro é viciado em publicação de teses. Os recursos são pulverizados em estudos que muitas vezes são de conhecimento universal e, quando o estudo é inédito e exclusivo, ao ser publicado nas revistas internacionais, permite o desenvolvimento de tecnologia em países estrangeiros financiadas com recursos do Tesouro brasileiro”, acusa.

Reginaldo Marinho diz que o maior exemplo de descaso dos setores acadêmicos e das autoridades brasileiras quanto aos inventos é o chamado Relatório Inventivo Nacional, do Ministério do Desenvolvimento. Em nove anos, 14 instituições de pesquisa apresentaram 112 pedidos de patente dos quais 60 por cento são do Instituto Paulista de Tecnologia (IPT). Os outros 40 por cento levam à média de 0,3 patentes por instituição, com recursos da ordem de 10 bilhões de dólares anuais. “Esses recursos são aplicados diretamente em pesquisas e bolsas, mas quando se refere à tecnologia, não existem linhas de financiamentos”, critica o inventor.

Cultura do Descaso — O clichê “santo de casa não faz milagre” não teria nascido por acaso. Para Reginaldo Marinho o descaso com as invenções brasileiras está na própria cultura, sobretudo no cotidiano dos setores oficiais responsáveis pelo apoio e desenvolvimento dessas tecnologias. “Esse governo não se interessa por inventos nacionais. Temos exemplos clássicos como o avião. A coisa é tão absurda que o presidente Bill Clinton, dos Estados Unidos, reconheceu, no Itamaraty, que o inventor do avião foi o brasileiro Alberto Santos Dumont. Nenhum veículo deu a informação, a não ser a Radiobrás que transmitia ao vivo. O padre Landel de Moura desenvolveu experiências sobre o rádio receptor na Avenida Paulista e em Jabaquara. Isso seis anos antes de Marconi (o físico italiano Giuglielmo, Bolonha, 1874, e Roma, 1937, Prêmio Nobel de 1909) ter sido aclamado descobridor do rádio”, critica.

A lista de inventores nacionais cujas criações não decolaram por falta de incentivo oficial é extensa. Uma das mais recentes apontadas por Reginaldo Marinho é a do pesquisador Nélio Nicolau (funcionário aposentado da Telebrasília), criador do bina, dispositivo que permite identificar o número do telefone que originou a chamada. Segundo o inventor, esse é um clássico caso de desatenção das autoridades em relação à criação tecnológica no Brasil. Hoje, o bina movimenta um mercado de 8 bilhões de dólares, apesar da falta de apoio oficial. O desprezo para com inventores brasileiros gera às vezes situações cômicas. Reginaldo Marinho recorda-se de ter ouvido de conhecidos engenheiros algo assim: “Seu projeto merece a minha assinatura”. Ele acredita que o Brasil não está mesmo preparado para o sucesso. Só para a fracassomania.

Vilão ambiental


O Construcell de Reginaldo Marinho desponta como um ingrediente futurista e politicamente corretíssimo: ele possibilita a reciclagem de plásticos com larga utilização na construção civil. A esse respeito, conta o inventor, foram realizados estudos no Instituto de Química da UnB sobre o polietileno tereftalato (PET). Trata-se da resina com a qual são fabricadas as embalagens de refrigerantes. A propósito, essa liga transformou-se numa espécie de vilão mundial do meio ambiente. Na verdade, a Organização Mundial de Saúde (OMS) proíbe a reutilização de plástico reciclado em embalagens de alimentos porque eles contêm microorganismos que podem transmitir doenças, observa o inventor.

A espinhosa caminhada de Reginaldo Marinho incluiu também a Coca-Cola, em Brasília. Segundo ele, o diretor de Relações Institucionais da empresa, Jacques Correia, teria achado interessante o projeto da construção de plástico. Tanto que teria também determinado uma avaliação do invento. “A Coca preferiu o projeto de reciclagem de plástico para reutilização, abandonado na Europa. Entregou-o ao deputado federal Gabeira (Fernando Gabeira, líder do Partido Verde, Rio de Janeiro), na Câmara Federal, que embarcou nessa”, critica. O projeto consiste de uma espécie de cilindro destinado à fabricação das garrafas de refrigerante. Ele prevê uma camada de plástico virgem entre duas camadas de plástico reciclado. “A impermeabilidade do plástico, na verdade, não existe. Os micróbios podem ultrapassá-lo e contaminar o conteúdo da garrafa. Por que não se tem garrafa de plástico de cerveja e de vinhos? Existe uma perda. A cerveja perde gás e o vinho se oxida”, analisa. O único ponto em comum entre o Construcel e a embalagem de refrigerante, destaca o inventor, é a composição plástica. Em termos ecológicos eles constituem antítese. (Antônio Lisboa Morais).

Invento foi para a Itália

Sentindo-se rejeitado em seu próprio país, o paraibano Reginaldo Marinho foi buscar refúgio na Itália. De lá, sua invenção tem repercutido. Rendeu ao pesquisador medalhas de ouro no 28º Salão de Invenções de Genebra (Suíça) e na BBC Tomorrow’s World Live (Londres), respectivamente em abril e em junho de 2000. O prefeito da cidade de Buccinasco, Guido Lanati, decidiu utilizar a tecnologia de Reginaldo Marinho na construção de um ginásio de esportes.

Nascido em Sapé (PB), Reginaldo Marinho, um sósia do ator Sean Connery, ingressou na Faculdade de Engenharia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), aos 17 anos. Aos 18 foi contratado para dar aulas de geometria descritiva, na mesma faculdade. Abandonou o curso no 3º ano: “Por não me adaptar à monotonia acadêmica e à falta de criatividade do curso”. Foi para Brasília, onde estudou arquitetura na UnB, encontrando a universidade totalmente desfalcada de seus melhores professores, após a invasão de 1968, em pleno regime militar. Outra vez desencantado com o mundo acadêmico, deixou o curso e foi dedicar-se à publicidade. Atuou como fotógrafo e jornalista.

Atualmente, Reginaldo Marinho mora na Europa. Divorciado, dois filhos, trabalhou na Interview de Madri, onde fotografou a abertura espanhola. O Senado Federal publicou o livro Espanha Via Democrática, com fotos de Reginaldo Marinho, em homenagem ao ex-primeiro-ministro espanhol Felipe González. De passagem por Goiânia, onde fez palestra, a convite da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), Reginaldo Marinho está exercendo a sua veia de consultor de marketing. Atualmente está desenvolvendo contatos com empresários italianos para buscar uma abertura na Europa para produtos brasileiros como carne, couro, café e trigo. Já manteve encontro com representantes de 36 hipermercados e 65 supermercados que manifestaram interesse nos produtos de Goiás. É uma espécie saudável de vingança que o inventor faz para com o país (ou algumas autoridades) que o desprezou. (A.L.M.)

Gabeira desconhece projeto

O deputado federal Fernando Gabeira não falou à reportagem, por estar acompanhando o caso do afundamento da plataforma P-36 da Petrobrás, no Rio de Janeiro. No entanto, sua chefe de Gabinete, Jaqueline Martinelli, em Brasília, assegura que o deputado do Partido Verde desconhece o projeto de interesse da Coca-Cola, que estaria no Congresso Nacional, e que teria sido priorizado em detrimento do Construcell, conforme afirmação de Reginaldo Marinho. A assessora, por cujas mãos passam todos os projetos de Fernando Gabeira, observa que a única iniciativa do parlamentar em relação à reciclagem de lixo, no momento, é o Projeto de Lei nº 3.750/97, que estabelece normas para a destinação final de garrafas plásticas e sugere outras providências.

A reportagem do Jornal Opção ouviu a assessora da Secretaria-Executiva do Ministério da Agricultura, Marisa Borges. Ela não quis falar sobre a acusação (de omissão em relação à participação do inventor na Feira de Hannover) de Reginaldo Marinho. Mas indicou o assessor de imprensa “Doutor Miguel”, do Ministério da Agricultura. Apesar de várias tentativas (via telefone), não foi possível falar com o assessor Miguel. Da mesma forma, o diretor de relações internacionais da Coca-Cola, em Brasília, Jacques Correia, não deu retorno às ligações. (A.L.)

Mentes que brilham

domingo, junho 20th, 2010

Correio da Paraíba

Paraíba, Domingo 19 de agosto de 2001
Mentes que brilham
Paraíba poderá criar Núcleo Internacional de Gênios para estimular pesquisas científicas
Chico Noronha

A Paraíba poderá abrigar um “núcleo de cérebros”, com cientistas e inventores de todas as partes do mundo que se encontram desvalorizados em suas próprias nações de origem. Exatamente como acabam de oficializar o Governo alemão e pensam em tornar realidade dentro em breve os italianos, movidos pelo polêmico Sílvio Berlusconi e o movimento direitista Força Itália. Quem defende essa proposta é o paraibano atualmente radicado em Milão, na Itália, Reginaldo Marinho, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Inventores e da Propriedade Industrial, que desenvolveu uma tecnologia revolucionária em estrutura de plástico (policarbonato).

Ele disse que já esteve duas vezes com o governador José Maranhão para tratar do assunto que colocaria o nosso Estado no mapa-mundi das pesquisas científicas e afirma ter conquistado o aval do reitor da UFPB, Jader Nunes, que de pronto teria colocado os estudiosos daqui inseridos nesse projeto transformador da realidade regional em que nos encontramos: de quase distanciamento das decisões políticas sobre quais os projetos o Brasil deve priorizar e investir nessa área e conseqüentemente dos equipamentos, cursos de aperfeiçoamento, e recursos financeiros para que se possa efetivar um trabalho melhor estruturado.

Reginaldo mora e trabalha na Itália desde abril do ano passado e conquistou uma medalha de ouro no Salão 2000 de Invenções de Genebra, na Suíça, considerado o evento mais importante em termos de exibição de invenções no plano internacional. Ele apresentou naquela vitrine uma tecnologia que serve para construção de ginásios esportivos, hangares, escolas, espaços culturais, armazéns, silos, e outras aplicações sem utilizar nenhuma estrutura convencional. Recusou propostas de trabalho dos governos da Austrália, África do Sul e Suíça e na semana passada recebeu um pedido de orçamento para a primeira construção do mundo feita toda em policarbonato, de um sindicato de uma comune (prefeitura municipal) da província de Milano, na Itália, onde sempre desejou radicar-se.

O Núcleo de Cérebros não representa novidade no mundo moderno, considerando-se que países como a Inglaterra e o Canadá já vivenciam essa experiência. O que importa mesmo é que esse centro de pesquisas mudaria radicalmente a situação desse setor em nosso país: o Brasil tinha cerca de 30 patentes aprovadas há 20 anos nos Estados Unidos e hoje contabiliza apenas 96, enquanto países que investiram mais seriamente já somam cerca de 3200 aprovações, como é o caso da Coréia.

Interesse do Governo

Estamos prontos para entrar nessa guerra – foi essa a reação de José Fernandes, secretário da Indústria, Comércio, Turismo, Ciência e Tecnologia, ao confirmar que o Governo paraibano tem conhecimento da proposta defendida por Reginaldo Marinho e que envidará todos os esforços para reunir em nosso Estado tantos cérebros quantos se mostrarem interessados em formar aqui um “Núcleo de Gênios”.

José Fernandes destacou que já se encontrou duas vezes com o inventor paraibano e que sua proposta, inclusive, está sendo analisada no âmbito da CINEP- Companhia de Industrialização do Estado da Paraíba.

Para que tal projeto saia do campo das idéias e vire realidade José Fernandes sugere que Marinho volte a procurar técnicos e dirigentes dos órgãos estatais que militam na área da tecnologia: “sem dúvida, com sua experiência, atuando até mesmo numa entidade representativa da sua categoria, ele tem muito a contribuir. Além de tudo isso, o que nos interessa é firmarmos parcerias que ajudem cada vez mais a Paraíba a crescer”.

O secretário estadual tem conhecimento da nova postura adotada recentemente pelo governo da Alemanha e defende que o governo paraibano tem demonstrado todo o interesse em fomentar esse tipo de atividade.

Aprovação de patentes

A produção tecnológica brasileira é insignificante e apresenta um índice vergonhoso no que se refere à aprovação de patentes. A situação é tão caótica que as instituições públicas recebem recursos que chegam atingir 1,4% do PIB nacional e obtém uma conversão de 0,3 patentes anuais por cada núcleo produtor. Isso é um absurdo, quem pensa assim é o inventor paraibano Reginaldo Marinho, atualmente radicado na Itália, onde chegou a sugerir ao conglomerado que partidos que levaram Sílvio Berlusconi de novo ao poder político a desenvolver um projeto de agrupamento e real incentivo de cientistas e inventores de todo o mundo em terras italianas.

A idéia de Reginaldo Marinho foi assumida recentemente por outro importante povo europeu, haja vista que o governo alemão propôs que seu país receba pelo menos 50 mil imigrantes por ano como forma de suprir a carência de mão-de-obra devidamente especializada Esse projeto acontece justamente num momento em que eclode na Europa o aprofundamento do debate sobre uma maior abertura da imigração e conseqüentemente da fuga dos chamados cérebros pensantes e criativos dos países mais pobres.

Sem vocação

Não existe uma vocação brasileira para saber lidar com tecnologia própria, acrescenta Reginaldo Marinho, que estudou ainda Comunicação Social durante a ditadura militar, no Distrito Federal, e mostrou exposições fotográficas suas em diversos pontos do Brasil. Ele afirma que embora já tenha realizado palestras no mestrado de estruturas e no curso de arquitetura da Universidade de Brasília, no Instituto de Desenho Industrial, ele quer manter o distanciamento do meio acadêmico, até o momento em que a Universidade não restabelecer uma via de mão dupla com o conjunto da sociedade.

Reginaldo destaca ainda que o que ocorre no mundo hoje em dia é totalmente inverso ao que acontece no Brasil. Para se ter uma idéia, há cerca de 20 anos, quando o mundo passou a falar sobre os tigres asiáticos, a Coréia tinha 30 patentes registradas nos Estados Unidos e agora alcança a marca das 3200 patentes enquanto o Brasil não passa das 96. Poderia Ter 97, caso a desenvolvida por Reginaldo Marinho já tivesse sido aprovada. Isso revela que a orientação coreana estava correta ao investir bem mais em educação e pesquisa, visando o desenvolvimento tecnológico.

Sabe-se que a produção científica brasileira atinge apenas 1% da produção mundial e essa posição representa uma larga produção para um país periférico, mas se avaliarmos ao mesmo tempo os resultados dessa produção com os olhos voltados para a questão tecnológica perceberemos que o Brasil tem um comércio mundial de tecnologia equivalente a 0,005% do PIB nacional, enquanto nos Estados Unidos a comercialização de tecnologia equivale a 4% do PIB americano.

Nos EUA 30% dos cientistas estão atuando nos centros de pesquisas e 70% no setor privado. No Brasil ocorre o contrário e 90% dos cientistas encontram-se atuando nas instituições públicas e apenas 10% no segmento privado. Essa situação demonstra o desinteresse do empresariado nacional, habituado a adquirir tecnologia já em desuso pelos países fornecedores, gerando com isso uma baixa competitividade na indústria nacional.

A manjedoura do vizinho

sábado, junho 19th, 2010

O Norte – João Pessoa, quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2000

WJ Solha

O filme “A Vida de Brian” – de Terry Jones – conta a estória de um sujeito que teria nascido na manjedoura vizinha à de Jesus. Nela, há uma passagem sacaníssima de colonialista, mas nem por isso menos hilariante, em que – numa reunião do Movimento Pela Libertação da Palestina – o orador esculhamba com os romanos, dizendo que sugavam todas as riquezas do país, sem nada lhe dar em troca, ao que Brian pede um aparte:

– Fizeram os aquedutos – ressalva.

– Certo – admite o outro – Os imperialistas romanos levam tudo que é nosso e – fora os aquedutos – nunca nos deram nada em troco.

– Fizeram os esgotos – Brian acrescenta.

– Certo – recomeça o outro – Fora os aquedutos e os esgotos…

– Fizeram as termas.

– Certo: fora os aquedutos, esgotos e as termas… E a coisa vai por aí. Esse é o BRASIL 500 ANOS que se pretende comemorar revendo “True Lies” pela DirecTV num Toshiba, saboreando big-mac com Coca-Cola, ar condicionado da Philco ligado.

Reginaldo Marinho, paraibano, me contou por telefone que andou, também, pedindo aparte na cena de “A Vida de Brian” – versão Brasil – que foi encontrar naquela moderna Jerusalém, que é Brasília, pra falar de seu Construcell, mas o Governo não quis ouvi-lo.

Quatro conferências na UnB. Nada. “Então resolvi protocolar, em 24 de agosto de 1999, um documento oferecendo oficialmente – para ser usada no pavilhão do Brasil na Expo 2000, em Hannover – a revolucionária tecnologia que desenvolvi, com pedido de patente em 32 países”. “A engenharia conhece – ele explica – apenas três modalidades de estruturas: de madeira, metálica e de concreto”.

A dele será de plástico, permitindo a construção rápida de grandes vãos – sem colunas internas – cobertura transparente, com as vantagens das características mecânicas e físicas do policarbonato, resultando em edificações seguras, leves e belas – para ginásios de esportes, hangares, armazéns, galpões industriais, silos, estufas para piscicultura, centros de convenções, espaços culturais, templos – em especial projetos envolvendo energia solar.

Ou o Governo prova que essa invenção – digna de quem nasceu na manjedoura vizinha – é inviável, ou fica provado que inviável é ele próprio – Governo. Sem tirar nem pôr.

Ouçamos Reginaldo

sábado, junho 19th, 2010
 
O Norte – João Pessoa, terça-feira, 22 de fevereiro de 2000

 

Ouçamos Reginaldo!…

Evandro da Nóbrega

 

Seria bom que a Paraíba desse sua decisiva ajuda para fazer cessar a peregrinação insólita a que o Brasil submete faz anos o paraibano Reginaldo Marinho. Ex-presidente nacional da Associação Brasileira dos Inventores e da Propriedade Industrial, autor de artigos sobre temas afins, consultor de marketing e professor de geometria descritiva, vivendo no Sudeste e Brasília, Reginaldo criou o Construcell, “moderno método de construção autoportante, que utiliza dois fundamentos da engenharia: a treliça e o arco de compressão, permitindo a construção de grandes vãos sem a necessidade de estrutura metálica ou e concreto, mas com as características de cascas cilíndricas”.

Em vão amarga ele a odisséia de percorrer ministérios em busca de apoio para a invenção, sem paralelo no Mundo. Tenta mostrar a uns e outros que seus módulos “são construídos em polímeros injetados, em forma de prismas triangulares, auto-estruturados, cujo fundo é um triângulo eqüilátero, com duas faces ortogonais e a terceira inclinada com relação à base, o que define a curvatura cilíndrica”. Como explica, “o tamponamento desses prismas cria colchão de ar, oferecendo ótimo conforto térmico”, porque “as resinas modernas podem ser protegidas contra as ações dos raios UV e do fogo, tornando essas construções seguras, leves e belas”.

A estrutura “pode usar pigmentos de cores variadas ou até ser transparente, como o policarbonato, em seu estado original”. Fabricados em plástico, os módulos são perfeitamente articulados e desenhados para resistir a ventos até 120km/h. Ensaio realizado por programa de análise estrutural obteve coeficientes de segurança superiores a 2.8. Essas construções “podem se destinar ao uso em ginásios esportivos, hangares, armazéns, galpões indústria, silos, estufas para piscicultura, casas de vegetação e coberturas as mais diversas, em especial projetos envolvendo a energia solar”.

“Nosso complexo de armazenamento tem déficit de 10 milhões de toneladas e a falta de armazéns reduz sensivelmente a força comercial dos pequenos e médios produtores rurais”, justificando-se o uso do Construcell, “aplicável na construção de armazéns, silos e estufas”. Tudo foi apresentado sem êxito ao Governo Federal, desde 1998, embora tal tecnologia “pudesse equacionar rapidamente o déficit de armazenagem”, já que “permite erguer coberturas de grandes vãos transparentes, adequadas à implantação de placas fotovoltaicas, o que viabiliza a captação de energia solar em regiões remotas”. Com relação ao esporte e lazer, “pode ser usado em ginásios e quadras esportivas, centros de convenções e espaços culturais”.

Também na indústria, viabiliza-se a idéia por permitir “a construção de amplos vãos livres, possibilitando a instalação de plantas industriais modernas, sem colunas internas”. Igualmente propício ao uso militar, o Construcell, de montagem rápida, “tem as vantagens das características mecânicas e físicas do policarbonato, resultando em construções robustas, resistentes a disparos de projéteis, com resultados já aferidos através e testes balísticos. Pode da mesma forma ser usado em hangaretes, paióis e alojamento de emergência. no que respeita à aviação, o Construcell “permite construir hangares, galpões para armazenagens de cargas”. O mesmo ocorre com relação a templos religiosos, “que podem ser erguidos totalmente livres de colunas internas”.

Com tantas vantagens, o Construcell não sensibiliza Ministérios. Depois de “bater em tantas portas fechadas”, Reginaldo pressente que a significativa descoberta pode ser patenteada nas estranjas. Paciência tem fim e ele se decidiu pelo “exílio voluntário”: regressou à Paraíba, com a amargura que o Padre Azevedo sentiu ao ver seu protótipo de máquina de escrever pirateado por sabidos irmãos ianques. “já realizei quatro conferências na UnB sobre minha tecnologia. O produto é também valiosa contribuição acadêmica, vez não existir nenhuma literatura mundial sobre estrutura de plástico. A Engenharia conhece apenas três modalidades de estruturas: de madeira, metálica e de concreto”.

Há tempos, oferece ele o invento ao Governo brasileiro, mas “não houve receptividade e resolvi protocolar, em 25/08/99, documento oficialmente ao Governo central (para ser usado no pavilhão do Brasil na Expo 2000, em Hanôver) a revolucionária tecnologia que desenvolvi, com pedido de patente em 32 países”. E, “se essa tecnologia receber placas fotovoltaicas em toda a superfície ou injeção de gás neon, freon ou qualquer outro que se ilumine na presença de descarga elétrica, resultando em construção inteiramente luminosa, transformar-se-ia no ponto de maior atração da Expo”.

O projeto mostraria lá fora que o Brasil é capaz de produzir tecnologia mundial gerando emprego e renda. Sua exportação traria divisas para o País, inclusive porque “produzimos 11 mil ton/ano de policarbonato e a implantação essa tecnologia criaria uma demanda de 100 mil”. Reginaldo lembra ”vários exemplos de inventores e cientistas que perderam patentes por falta duma política de valorização da tecnologia nacional: Santos Dumont (avião), Pe. Azevedo (máquina de escrever), Pe. Landell de Moura (rádio), Nélio Nicolai (Bina), Sérgio Ferreira, professor que sofreu pesquisando os efeitos do veneno da jararaca nos humanos, só para ver o trabalho, após publicar seus resultados, patenteado por laboratório europeu que fatura US$ 1,5 bilhão anuais com tal patente. “O BC e o pesquisador deixam de receber US$ 30 milhões por ano em função desse descaso. Até quando perderemos nossos inventores, cientistas e patentes?”.

Não há por aqui um cristão que possa ao menos ouvir Reginaldo?

Mostra de invenções

sábado, junho 19th, 2010

Jornal O Norte – João Pessoa quinta-feira, 25 de Março de 2004

Oduvaldo Batista

O inventor paraibano Reginaldo Marinho, mais conhecido na Europa do que aqui em nosso País, lamentavelmente, apesar da falta de apoio dos governantes nossos, na sua luta pelo desenvolvimento de tecnologia, não desanima e, agora está empenhado com todas as forças para fazer um evento em nosso Estado. Como ele enfatiza a realização “poderá colocar a Paraíba num rico cenário com as perspectivas concretas de mudar a situação de atraso e pobreza”.

Em artigo escrito há mais de um ano, este repórter mostrou a importância da tecnologia para o desenvolvimento de qualquer país, referindo-se ao incansável trabalho de Reginaldo, para conseguir a adoção de medidas, pelo Governo brasileiro, no sentido de maior atenção, de forma concreta, para o progresso tecnológico do Brasil. Procurando chamar bem a atenção, dei àquele artigo esse título: “Tecnologia ou morte”. É evidente. Se o nosso país entrar na prática da tecnologia, jamais se desenvolverá.

Reginaldo Marinho, em correspondência a este repórter, e também em conversas por telefone, lembrou que o Brasil já foi a oitava economia mundial, está perdendo espaço para países que decidiram investir na competitividade tecnológica. E – acentua- a tecnologia é realmente a atividade humana que gera mais riqueza entre todas as conhecidas e lícitas.

Merece atenção especial dos nossos governantes e afinal, de toda a sociedade, esta afirmação do consagrado inventor: “O descompasso tecnológico brasileiro é assustador e a curva de pagamento de royalties cresce perigosamente: No início de 1990, pagávamos US$ 600 milhões; em 1998, essa despesa foi para US$ 1,8 bilhões; hoje, já ultrapassa US$ 3 bilhões.”.

Dentro das condições de um simples repórter, faço o possível para que, desta vez, a Paraíba realize o desejado evento. Que não se repita o ocorrido em 2002 quando, a convite do professor Orlando Villar, Reginaldo organizou a I Mostra Brasileira de Invenções. Como enfatiza ele: “Foi um fracasso, não consegui apoio de ninguém. Procurei vários órgãos, mas não encontrei receptividade em nenhum lugar”. E acrescentou: Minha experiência é internacional (ex-professor de Geometria Descritiva em Brasília).”

Espero que, este ano, as forças vivas da Paraíba se mobilizem de todas as formas possíveis para a realização da Mostra Brasileira de Invenções. Iniciativa da Maior importância no esforço do governo para a retomada da economia, e colocar a Paraíba na vanguarda do desenvolvimento tecnológico.